Avenidas cheirando a sobras de sobrados,
por trás dos muros pintados se escondem juras de amor e palavrões em comunhão,
velhas sandálias se arrastam pelas calçadas pesadas de nostalgia,
um sorriso na estante ironiza a sala sem cortinas,
e as sombras na parede se abraçam se enlaçam como tranças de uma menina.
palavras que deixaram de serem ditas arranham o céu da boca,
e alguns pensamentos tímidos procuram entre teias de aranha um sorriso só teu.
Roger Fonseca

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