domingo, 1 de abril de 2012

Uma hora cai como hora cai como uma luva, outra bem a tardinha,

Era tarde, eu tinha sede, ela fome, mas me servia,

Uma hora escorregou para meu canto ela puxou para o dela, ficou uma lágrima nos olhos e o dia virou uma grande nuvem cinza,

Era tarde e chovia era cedo e nem estrela tinha,

Ela caiu do telhado eu desabei no outro dia,

Veio como rosa eu tratei como espinho,

Eu fui tudo menos o que ela queria,

Cansada de não  receber o que devia,

Deixou a boneca arrumou outro brinquedo,

Ficou no quarto grudado na parede o som do seu sorriso e o sonho dormindo no travesseiro,

Eu fiz a mala, ela fez o dever de casa eu saí pela porta não sem antes pagar o que eu devia,

Era minha vez eu pedi licença, ela correu na frente ,

Eu fiquei preso no elevador  ela com pressa puxou outra casa e  que tudo dela dentro tinha,

Talvez fosse desculpa ou quem sabe a culpa uns disseram que era falta de dialogo,

só ninguém sabia que ele não mais existia,

Levei na mala tudo que eu tinha , duas ou três calças um retrato dela e umas camisas,

A roupa dela ficou no varal e cada sonho seu  guardado numa gaveta que só eu mexia,

Era uma mão e talvez fosse há única

Ela ficou no retrovisor,

Enquanto eu explicava pra mim mesmo porque eu sempre ia aos mesmos lugares sem querer saber se ela queria ir ao cabeleireiro ou a sorveteria,

Acordei de um pesadelo, não, ela tinha mesmo partido,

E ao avesso vi que tinha apagado com minhas mãos uma estrela que tentou ser minha.

                                      roger fonseca

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