Não será liberdade ter o direito de
optar por não querer um caminho,
Evitar o cansaço e os espinhos não será
um direito adquirido ao nascermos, há um egoísmo infundado em julgarmos aqueles
que preferiram criar raízes e respirar como pedras.
Julgar demais os outros não é pretensão
demasiada de quem esquece que em primeiro lugar temos que corrigir nossas
falhas e administrar nossos atos.
Há uma excessiva exigência em querer a
perfeição do outro, isso não será uma forma de querer que o outro tenha êxito
onde nós fracassamos.
Será que nossos olhos e nossas mãos primeiro
não tenham que curar nossas próprias feridas antes de ter a pretensão de ser um
curandeiro.
Não há guerra embaixo dos lençóis e nem
embriagues que se compare a que tua saliva proporciona.
Corrermos demais atrás de crenças e
pagarmos demais por milagres não será uma forma de assumirmos o quanto não
acreditamos em nós mesmos.
Antes de gritar por socorro já pensou em
ser por um breve instante seu livro de auto-ajuda.
Antes de dizer que o sol nos abandonou
olhe para o céu, de cego já não nos basta há justiça.
Não espere que a vida te cobre pelo que ela te deu de graça, pague
ela e cobre gorjeta apenas vivendo.
Não diga que as portas foram fechadas
antes de bater nelas,
Não diga que não tem luz corte a lenha
acenda o fogo,
Não perca tempo olhando demais para o
mar conquiste o seu direito de ser ondas não só um grão de areia.
E quando tomei um caminho quando haviam
incontáveis atalhos era porque tinha certeza que queria de todos apenas aquele
que me levassem a teu coração.
Roger Fonseca

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