sexta-feira, 11 de maio de 2012

paixão e nada mais


Renunciei minha liberdade quando me vi preso as tuas unhas,
E meus sonos quando vi que você era um sonho que só podia ser provado de olhos abertos.
Aprendi com teus desejos que forte será considerado o homem que usar um dia toda a sua energia para proporcionar prazer a uma mulher.
Mudo fiquei por séculos depois que compreendi que mil palavras valiam menos que um só suspiro teu.
Quantos sóis derreteram em tua pele,
Quantas luas quiserem seduzir ela,
Quantos mares agora me invejam por eu ter sido escolhido para beber teu suor e mastigar o sal de teu corpo que pareciam ter sidos roubados dele.
Fui inocente e culpado, vitima e acusado
Numa noite em que o inverno arranhava a porta e nossos corpos em sincronia absoluta encharcavam os lençóis de paixão.
Roger Fonseca

Nenhum comentário:

Postar um comentário