Toque de recolher na praça central, os cães uivam,
melodia em que dançam as viaturas policiais.
Meninos e meninas disputam com os bêbados e mendigos as sobras de alimento jogadas nas latas de lixo.Quando noite se encolhem nas calçadas e dormem enrolados em trapos e jornais.
Na hora em que tudo repousa,todo movimento se desfaz,a luz se encolhe frente as trevas,tomando o tamanho de um foco de luz, lugar onde os insetos se debatem cegos até a exaustão, até o último voo. Um grito rasga a noite, desfazendo a trégua entre a ordem e o caos, tendo como protagonistas duas vítimas, o parasita e o inocente, um encontro proporcionado pelo sistema falho, negligente a que estamos submetidos desde um tempo em que o futuro era promessa,não ruínas.
Um tempo em que as armas foram usadas para a independência de um território e a edificação de uma próspera nação. Hoje estas armas são usadas com outros propósitos, o da sobrevivência. Um tiro,um grito,um hino de uma decadente nação. A esmola negada durante o dia toma forma de crime durante a noite, uma dose a mais de alienação a medida exata para escaparmos do suicídio, os meios não justificam os fins,mas amenizam um pouco a fome dos filhos desta próspera nação.
Toque de recolher na praça outonal, crianças festejam a esmola encontrada no bolso de um corpo sem vida,na esquina da avenida chamada PAZ.
(corpo encontrado morto próximo a praça central,aparentando trinta anos,não portando documentos de identificação...).
O radio aos berros anuncia antes de mandar tirar os pés do chão ao som de Ivete Sangalo. As sete horas pelo horário de Brasilia,hora em que os sinos da catedral anunciam que é hora das crianças irem para a escola.
melodia em que dançam as viaturas policiais.
Meninos e meninas disputam com os bêbados e mendigos as sobras de alimento jogadas nas latas de lixo.Quando noite se encolhem nas calçadas e dormem enrolados em trapos e jornais.
Na hora em que tudo repousa,todo movimento se desfaz,a luz se encolhe frente as trevas,tomando o tamanho de um foco de luz, lugar onde os insetos se debatem cegos até a exaustão, até o último voo. Um grito rasga a noite, desfazendo a trégua entre a ordem e o caos, tendo como protagonistas duas vítimas, o parasita e o inocente, um encontro proporcionado pelo sistema falho, negligente a que estamos submetidos desde um tempo em que o futuro era promessa,não ruínas.
Um tempo em que as armas foram usadas para a independência de um território e a edificação de uma próspera nação. Hoje estas armas são usadas com outros propósitos, o da sobrevivência. Um tiro,um grito,um hino de uma decadente nação. A esmola negada durante o dia toma forma de crime durante a noite, uma dose a mais de alienação a medida exata para escaparmos do suicídio, os meios não justificam os fins,mas amenizam um pouco a fome dos filhos desta próspera nação.
Toque de recolher na praça outonal, crianças festejam a esmola encontrada no bolso de um corpo sem vida,na esquina da avenida chamada PAZ.
(corpo encontrado morto próximo a praça central,aparentando trinta anos,não portando documentos de identificação...).
O radio aos berros anuncia antes de mandar tirar os pés do chão ao som de Ivete Sangalo. As sete horas pelo horário de Brasilia,hora em que os sinos da catedral anunciam que é hora das crianças irem para a escola.

EM QUANTO O POVO COME MIGALHAS DO LIXO OS POLÍTICOS USAM DE SEU VALE REFEIÇÃO PARA PAGAR OS OMISSOS EM LANCHES EM TROCA DE VOTOS;TRABALHANDO APENAS DUAS VEZES POR SEMANA E GANHANDO MAIOR VALE REFEIÇÃO DE QUEM TRABALHA TODOS OS DIAS DAS 8;00H AS 17;OOH
ResponderExcluir