quinta-feira, 6 de setembro de 2012

juntando vogais e consoantes

na mão de uma criança que pede esmola a culpa do 

descaso dos nossos governantes.


na esperança que falta nos olhos de um velho com a 

barba pelos joelhos o arrependimento 

por tudo que deixou de fazer.


procuramos tanto pela nossa felicidade que 

esquecemos que também temos a obrigação de 

ser o sorriso nos lábios de outra pessoa, um dia que 

seja.

a diferença entre um homem que alcançou alguns de 

tantos objetivos e outro que nenhum, 

é que um deles jamais teve medo de tentar.

aprendi muito cedo que não a vencedores numa 

guerra e que os covardes muitas vezes 

colhem com mais facilidade um dia de paz do que 

soldados armados.

não seja um livro velho na estante cheirando a mofo 

não esqueça nunca que todo dia é 

uma página em branco com um sol no meio.

não há luz arranque as cortinas dos olhos.

há muito silêncio, cante.

e por favor se um dia pedir licença que seja para 

exercer seus direitos.

não vamos tomar as dores que não são nossas

antes de oferecer a alguém o que acha que ela 

necessita

primeiro veja se é capaz de jogar fora os velhos livros 





de auto ajuda.

e se a chuva pode ser uma ameaça pense também que 

ela pode ser um promessa que teus 

olhos podem ser presenteados com um lindo arco iris.


Roger Fonseca

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