Entre um caminho e outro,
uma ponte,
Entre teus lábios e minha sede,
Tua permissão
Entre uma mentira e uma verdade,
o caráter
Entre a coragem e o bom senso,
a vaidade
Entre o corrupto e os corruptores,
a ignorância
Entre um sonho e uma az na manga,
a ambição
Entre um caminho seguro e um galho seco,
uns passos
Entre um tiro e milhares de vitimas,
centenas de justificativas
Entre a compaixão e a mão estendida,
um dia no calendário
Entre ser a gente, ou ser e o que esperam que a gente seja,
a grandeza de nossas atitudes
Entre ser quadro na parede ou peça valiosa de um museu,
o rascunho
entre ser a janela e sol nela pregado,
o tijolo
entre ser insignificância completa e uma estrela a mais
o calo da ambição nas mãos
entre ser triunfo absoluto e conflito sem fim
saber discernir a hora certa em que um rei tem que ser covarde
entre o poder e o querer
um panfleto eleitoral
entre a obrigação e a acusação de omissão
a democracia.
E quando dela arranquei todas as pétalas também vi que ela era um sol.
Entre o culpado e a patente do acusado
O tamanho da impunidade
Entre o copo e o primeiro gole
O vício
Entre o pagode e o axé
A liberdade de escolha
Entre o pecado e a maça
Os dez mandamentos
Entre o possuir e o valor
A qualidade do produto
Entre a ordem e o progresso
Um pais desnutrido de opiniões.
E quando teu sorriso se abriu, eu queria ser um beija flor por um instante pra sentir o gosto que ele tinha.

Poxa, que pena achar o blog agora...parece que está inativo...de qualquer forma, lindas palavras! Luciene, também da sociedade dos poetas vivos luciene-sant.blogspot.com.br
ResponderExcluirta parado..por enquanto..abraço amiga..
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