Das últimas coisas......
Lágrimas cristalizadas na
retina dos olhos,
Sorrisos espatifados no chão,
Um dia cinza grudado nos
lábios,
Abandonados os sonhos dormem
profundamente,
Entre a fome e o caos mais um
calmante.
Um dia podíamos ser, existir e
amar, hoje somos apenas rancores, arrependimentos e culpas de simplesmente não
termos tentado.
Janelas abertas não correm atrás
do sol,
Ruas não pisam em nossos pés,
Conte até dez não deixe que o
pó impregnado em páginas brancas não mostre que você tinha algo a contar.
Um edifício em chamas, uma
estrela no céu, uma mulher derretendo em meio aos lençóis, seja de tantas
coisas que pode de preferência, o homem que é capaz de fazer uma mulher ser
fogo e suor.
Deixe de lado os planos para o
amanhã existe entre o hoje e o que há por vir uma certeza no punho da mão e
dois pontos de interrogação em pleno vôo.
Tudo é possível num mundo que insiste em respirar mesmo
sendo poluído pelas inconseqüências de nossos atos, não deixe que a barba
branca pelos joelhos e os jardins sem perfume te provem isso um dia.
Não espere que os deuses tomem
tuas decisões de um pouco de credibilidade a você mesmo, não será forte o ser
humano que antes de pedir ajuda tenta se curar com sua própria caixa de
primeiro socorros.
Que nos falte quintal, cão,
aparador de grama nunca a vontade de construir uma família um lar.
Que nos faltem razões, verdades,
uns centavos no bolso, uma lareira em noites frias e um vinho barato nunca a
vontade de se embriagar de paixão.
Roger Fonseca.
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